Aponta pra fé e rema!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Só ele conheceu uma mulher corajosa que admitiu todos os medos, todas as neuroses, todas as inseguranças, toda a parte feia e real que todo mundo quer esconder com chapinhas, peitos falsos, bundas falsas, bebidas, poses, frases de efeito, saltos altos, maquiagem e risadas altas. Ninguém nunca me viu tão nua e transparente como você, ninguém nunca soube do meu medo de nadar em lugares muito profundos, de amar demais, de se perder um pouco de tanto amar, de não ser boa o suficiente. Só ele viu meu corpo de verdade, minha alma de verdade, meu prazer de verdade, meu choro baixinho embaixo da coberta com medo de não ser bonita e inteligente. Só para ele eu me desmontei inteira porque confiei que ele me amaria mesmo eu sendo desfigurada, intensa e verdadeira, como um quadro do Picasso.
"Vai lá dentro do chalé, vai. Coloca o shortinho. O chinelo verde. Tira essa sunga molhada. Quer ajuda? Posso te ver tomar banho? Posso jogar água importada em você? Posso te ver contra a luz do sol? Deixa? Fica sério de novo. Isso. Posso fazer um ensaio fotográfico com você? Jogado, descabelado, na rede. E você ainda é o homem mais lindo do mundo. No canto da foto dos amigos bêbados, e você é o homem mais lindo do mundo. Escondido embaixo de tanta roupa. No fundo do mar. No escuro. De costas naquela festa chata. Meu Deus, como você é lindo. Não sei direito o que é aurora boreal, mas acho que deve ser algo lindo que se formava enquanto você era feito. Não sei direito o que é isso que eu sinto por você. Mas como é maravilhoso fumar você, cheirar você, tomar você, injetar você. Calar a boca. Me dá mais um pouco desse cala a boca, vai. Vai lá dentro do chalé, vai. Coloca o shortinho. O chinelo verde. Me pergunta uma daquelas coisas para eu dar uma daquelas respostas que você morre de rir. Me deixa pirar no seu céu da boca escancarado. Você se joga pra trás. E só porque você e o mundo inteiro têm certeza do quanto você é lindo, você faz questão de sempre se largar no mundo. É a liberdade que só tem quem é infinitamente lindo ou infinitamente feio. Você é livre do mais ou menos e isso me enche de algo que me faz querer cantar pra sua beleza. Eu sou mais ou menos mas nesse segundo, já que comprei sua beleza, sou a mulher mais linda do mundo. Vai, passeia no meu carrinho de supermercado. Me deixa ser linda vestindo você. Entra em mim e me enche da sua vida fácil. Outro dia me peguei pensando um absurdo que me fez feliz. É triste, mas me fez feliz. Pensei se isso que você faz, de ficar horas comigo depois de ter ficado horas comigo. Se isso é algum tipo de caridade sua. Porque, veja bem. Somos plantas e pássaros diferentes. Eu sou a bonitinha que lê uns livros e vê uns filmes. Você é essa força absoluta e avassaladora que jamais precisará abrir a boca para impor sua vitória. Você coloca aquele moletom cinza com dizeres do surf e eu experimento um guarda-roupas inteiro pra ficar à sua altura. Você é essa força da natureza que deu certo. Eu gasto metade do meu salário pra me sentir como você deve se sentir escovando os dentes. Pra me sentir cabendo no mundo que deu certo. Abaixa esse queixo menino. Abaixa esse nariz. Anda rastejando com esse chinelo verde e o queixo no alto. Você sabe que é superior. Você sabe que pode fazer tudo devagar, o mundo te espera. O resto é platéia. Você sabe que faz as pessoas tremerem a voz. Você sabe que deixa apenas duas escolhas pras pessoas: te idolatrar ou sair correndo. E como eu não sou mulher de correr da dor, deixo ela entrar aos pouquinhos, esbugalhar meus sentidos, enfraquecer meu orgulho. Quando vejo, estou calada novamente, ouvindo o que você não diz e vendo o que você não faz. Apenas curtindo a limitação profunda e gigantesca da sua beleza esmagadora. Feliz em ser uma formiga que carrega milhões de plantas nas costas só para ver algum esforço meu alimentando você. Vai, faz o bico de burro quando alguém não compra a sua forma. Faz os olhos laterais pra me convidar pra mais uma das suas aparições. Faz o dentinho pra frente pra me pedir mais um pouco. Faz o silêncio pra ganhar de vez. De mim e do mundo. Não existe não morrer um pouco quando você chega. E de vez em quando tudo o que a gente quer é mesmo dar um tempo da vida."
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Você é a coisa mais próxima que eu tenho para mencionar numa conversa sobre um amor que não durou. Mas eu jamais poderia te chamar de minha, porque eu jamais poderia me chamar de seu. E se nós fossemos mesmo feitos um pro outro, então nós podemos jogar a culpa no destino. Não é que o nosso amor morreu, ele só nunca floriu.
Bom, eu não consigo deixar. Não, eu não consigo deixar você. Você está me prendendo sem nem sequer tentar. Eu não consigo deixar, eu não consigo seguir em frente, sem pensar no passado. Sem levantar um dedo, você está me prendendo.
E então nós vimos nossos caminhos se separarem, e acho que estava tudo bem por mim. Até que você ficou com outro homem e então eu não conseguia entender, por que isso me incomodava tanto. Como nós não morremos/terminamos, nós só não tivemos a chance de crescer.
E isso pode não fazer muito sentido pra você ou pra qualquer um dos meus amigos. Mesmo assim de algum jeito você ainda influência as coisas que eu faço. E você não pode perder o que nunca se teve. Eu não entendo porque eu fico triste toda vez que eu te vejo por aí com alguém novo.
Bom, eu não consigo deixar. Não, eu não consigo deixar você. Você está me prendendo sem nem sequer tentar.
I cant let go. No, I cant let go of you. Youre holding me back without even trying to. I cant let go, i cant move on from the past.
Bom, eu não consigo deixar. Não, eu não consigo deixar você. Você está me prendendo sem nem sequer tentar. Eu não consigo deixar, eu não consigo seguir em frente, sem pensar no passado. Sem levantar um dedo, você está me prendendo.
E então nós vimos nossos caminhos se separarem, e acho que estava tudo bem por mim. Até que você ficou com outro homem e então eu não conseguia entender, por que isso me incomodava tanto. Como nós não morremos/terminamos, nós só não tivemos a chance de crescer.
E isso pode não fazer muito sentido pra você ou pra qualquer um dos meus amigos. Mesmo assim de algum jeito você ainda influência as coisas que eu faço. E você não pode perder o que nunca se teve. Eu não entendo porque eu fico triste toda vez que eu te vejo por aí com alguém novo.
Bom, eu não consigo deixar. Não, eu não consigo deixar você. Você está me prendendo sem nem sequer tentar.
I cant let go. No, I cant let go of you. Youre holding me back without even trying to. I cant let go, i cant move on from the past.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Gente invejosa é um saco. Categoricamente! Até pouco tempo atrás, eu não sabia muito bem definir o que significava inveja. Pessoas invejosas simplesmente não gostam de você, e limitam esse sentimento de aversão ao “meu santo não bate com o de fulano”. É até engraçado. Santo lá tem que bater? Bobeira essa! Ou será que tem santo bom e santo mau? Bom... Meu santo cuida bem de mim e me dá luz própria. Quem tentar apagá-la será ofuscado, e jamais conseguirá. O santinho aqui é forte e nós dois temos um contrato: ele me protege e eu faço minha parte sendo uma boa pessoa. Ah, sim... claro que alguns preferem chamar a inveja, cobiça ou ainda invídia, de dor-de-cotovelo. E essa dor dói ? Quem nunca teve a experiência de bater o cotovelo na quina de uma porta? Dói demais, e pode mesmo ser associada a este sentimento ao qual me refiro.
Essa fraqueza humana aí é própria de pessoas que querem sempre ser o centro das atenções ou as maiores e melhores em tudo o que são, fazem ou falam, razão pela qual se sentem ameaçadas com a presença de outro alguém que possa, até mesmo involuntariamente, "roubar" seu lugar ao pódio. O ciúme aproxima-se da inveja, com alguma diferença, na inveja, o indivíduo cobiça o que o outro tem, enquanto nos ciúmes o indivíduo defende um bem que julga ser dono. Chamo a estes de pobres de espírito, incapazes de ser donos de um predicado sequer do seu semelhante, exatamente por serem como são.
A principal limitação que os impedem de ter os atributos tanto cobiçados é o deixar de viver a própria vida para viver a vida alheia. Essa repugnância estúpida pelo seu semelhante vai pouco a pouco consumindo o invejoso, tornando-o incapaz, incompetente e medíocre. O brilho que ainda restava vai se aniquilando e, junto dele, vão sendo exterminadas as virtudes que deveriam ter sido cultivadas, como personalidade e caráter.
Ela passa a odiar o outro de forma gratuita e isto, de certa forma, lhe causa certo desconforto, pois a pessoa invejada ocupa continuamente seus pensamentos: "por que ela e não eu?", "por que?". Isso quase sempre vem acompanhado de comentários maldosos, incapazes, também, de diminuir a glória do outro. Se esta pessoa escolhesse ser indiferente, talvez eliminasse o próprio sofrimento. Difícil é ela pôr a cabeça no lugar e chegar a esta consciência.
Se Deus fez cada um com suas qualidades, imperfeições e proporcionou que cada um tivesse uma vida diferente, por que é tão difícil conviver assim? Não seria mais fácil se os homens meramente se completassem? É... bom mesmo seria se todos os santinhos ficassem amiguinhos para rezar juntos. Viveríamos em uma sociedade diferente, sem grandes conflitos.
Rogo por aquele que ainda não encontrou o seu trilho, que não tenta encontrar sua luz no seu semelhante, se descubra, seu brilho está em si próprio, o dia que descobrires, será digno(a) de aplausos.
Essa fraqueza humana aí é própria de pessoas que querem sempre ser o centro das atenções ou as maiores e melhores em tudo o que são, fazem ou falam, razão pela qual se sentem ameaçadas com a presença de outro alguém que possa, até mesmo involuntariamente, "roubar" seu lugar ao pódio. O ciúme aproxima-se da inveja, com alguma diferença, na inveja, o indivíduo cobiça o que o outro tem, enquanto nos ciúmes o indivíduo defende um bem que julga ser dono. Chamo a estes de pobres de espírito, incapazes de ser donos de um predicado sequer do seu semelhante, exatamente por serem como são.
A principal limitação que os impedem de ter os atributos tanto cobiçados é o deixar de viver a própria vida para viver a vida alheia. Essa repugnância estúpida pelo seu semelhante vai pouco a pouco consumindo o invejoso, tornando-o incapaz, incompetente e medíocre. O brilho que ainda restava vai se aniquilando e, junto dele, vão sendo exterminadas as virtudes que deveriam ter sido cultivadas, como personalidade e caráter.
Ela passa a odiar o outro de forma gratuita e isto, de certa forma, lhe causa certo desconforto, pois a pessoa invejada ocupa continuamente seus pensamentos: "por que ela e não eu?", "por que?". Isso quase sempre vem acompanhado de comentários maldosos, incapazes, também, de diminuir a glória do outro. Se esta pessoa escolhesse ser indiferente, talvez eliminasse o próprio sofrimento. Difícil é ela pôr a cabeça no lugar e chegar a esta consciência.
Se Deus fez cada um com suas qualidades, imperfeições e proporcionou que cada um tivesse uma vida diferente, por que é tão difícil conviver assim? Não seria mais fácil se os homens meramente se completassem? É... bom mesmo seria se todos os santinhos ficassem amiguinhos para rezar juntos. Viveríamos em uma sociedade diferente, sem grandes conflitos.
Rogo por aquele que ainda não encontrou o seu trilho, que não tenta encontrar sua luz no seu semelhante, se descubra, seu brilho está em si próprio, o dia que descobrires, será digno(a) de aplausos.
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