Aponta pra fé e rema!

sexta-feira, 27 de abril de 2012



"Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor."


  • Você não está vendo coisas, nem tendo um ataque cardíaco. Não há uma bola de tênis na sua garganta ou cola nos seus pés. Não há terremoto algum e suas mãos não estão suadas por acaso. Não foi insônia que não te fez dormir noite passada. Você também não está louco. 

    Isso é só amor.


Pelo menos alguma coisa eu devo ter feito certo , mesmo. Porque tenho certeza que você vai lembrar de mim, ainda que não queira.


"Coragem, às vezes, é desapego. É parar de se esticar, em vão, para trazer a linha de volta. É aceitar doer inteiro até florir de novo."


‎"É só se manter longe. Longe, bem longe. Que longe nada afeta. Ou quase nada."


O primeiro me chegou
Como quem vem do florista:
Trouxe um bicho de pelúcia,
Trouxe um broche de ametista.
Me contou suas viagens
E as vantagens que ele tinha.
Me mostrou o seu relógio;
Me chamava de rainha.
Me encontrou tão desarmada,
Que tocou meu coração,
Mas não me negava nada
E, assustada, eu disse "não".
O segundo me chegou
Como quem chega do bar:
Trouxe um litro de aguardente
Tão amarga de tragar.
Indagou o meu passado
E cheirou minha comida.
Vasculhou minha gaveta;
Me chamava de perdida.
Me encontrou tão desarmada,
Que arranhou meu coração,
Mas não me entregava nada
E, assustada, eu disse "não".
O terceiro me chegou
Como quem chega do nada:
Ele não me trouxe nada,
Também nada perguntou.
Mal sei como ele se chama,
Mas entendo o que ele quer!
Se deitou na minha cama
E me chama de mulher.
Foi chegando sorrateiro
E antes que eu dissesse não,
Se instalou feito posseiro
Dentro do meu coração.